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Expansão de aplicativos em todo o mundo

Como proporcionar experiências rápidas, localizadas e em conformidade

Pode parecer que a internet tornou a geografia irrelevante para os usuários. Afinal, é possível consumir conteúdo de todo o mundo, comprar produtos de vendedores internacionais e se conectar com pessoas em qualquer lugar do planeta. No entanto, as organizações que criam experiências digitais entendem que a geografia ainda importa, pois precisam atender às expectativas dos usuários por interações rápidas, localizadas e seguras, independentemente de onde eles estejam.

A velocidade é uma prioridade máxima. Sites e aplicativos devem proporcionar experiências rápidas e de baixa latência. Quando os apps estão lentos, a insatisfação do usuário aumenta. Essa insatisfação aumenta o custo da taxa de conversão, o que leva à diminuição do engajamento, tráfego, retenção e receita do usuário.

Mas a velocidade por si só não é suficiente. Os usuários de comércio eletrônico, por exemplo, preferem que as informações sejam apresentadas no idioma deles e esperam um fluxo de finalização da compra que aceite um método de pagamento local. Além disso, querem que o conteúdo seja culturalmente relevante, preferindo ver imagens de pessoas que se pareçam com eles, e não de pessoas em países distantes. E, claro, querem que seus dados sejam protegidos. Em outras palavras, eles esperam uma experiência do usuário que não seja apenas rápida, mas também relevante e segura.

A maioria das empresas tem dificuldade para atender a essas demandas globais de desempenho. A antiga estratégia de criar data centers regionais e integrar soluções pontuais já não funciona. O cronograma por si só a inviabiliza: quando as organizações precisam oferecer suporte a novos mercados, contratar equipes distribuídas ou expandir as operações globalmente, não é viável esperar meses para provisionar a infraestrutura.

Para se manterem verdadeiramente competitivas, as organizações que se dirigem aos mercados globais devem adotar um novo modelo de desempenho global. Esse modelo precisa abordar não apenas a latência do app, mas também a conformidade e a competência cultural como parte de uma estratégia unificada.


Como as bases de usuários globais agravam obstáculos comuns

Enquanto se esforçam para oferecer experiências de usuário consistentes através de fronteiras e oceanos, as organizações enfrentam vários desafios importantes, incluindo latência de servidores de origem distantes, roteamento imprevisível, requisitos de privacidade de dados e soberania de dados que variam de acordo com a jurisdição, e localização culturalmente consciente.

Esses desafios não são novidade para os líderes de TI, mas o impacto deles está se aprofundando. Os marcos regulatórios estão se multiplicando, as expectativas dos usuários continuam a evoluir e as organizações estão tentando atender a mais mercados simultaneamente.

O Boston Consulting Group (BCG) projeta que, até 2028, 65% dos países terão implementado planos de soberania digital. A Europa, por exemplo, já aplica requisitos rigorosos de residência de dados. Os mercados da Ásia-Pacífico praticam rotineiramente a filtragem de conteúdo. Enquanto isso, leis de privacidade de dados como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) da UE e a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia (CCPA) complicam os esforços de conformidade ao fazer negócios em várias regiões. O não cumprimento destas e de outras regulamentações pode resultar em multas e no bloqueio do acesso a mercados inteiros.

A carga operacional é mensurável e impacta diretamente os esforços de otimização do desempenho global. Quando tentam modernizar aplicativos ou melhorar o desempenho, as organizações enfrentam um problema fundamental: aplicativos implementados em várias regiões requerem atualizações, configurações e testes separados para cada localidade geográfica. As organizações têm dificuldade para implantar alterações em todas as regiões e mercados. O que deveria ser uma única melhoria de desempenho transforma-se em um exercício de coordenação multirregional.

A questão central é a fragmentação. Quando cada região exige sua própria configuração, a carga de manutenção aumenta significativamente, as políticas de segurança tornam-se divergentes, as otimizações de desempenho de um mercado não são transferidas para outro, e as equipes de TI passam mais tempo coordenando implementações do que aprimorando produtos.



Uma empresa digital é capaz de atender melhor a usuários globais?

Organizações que atendem com sucesso a uma base global de usuários compartilham uma abordagem de infraestrutura comum. Elas consideram sua presença global como uma plataforma unificada, em vez de um conjunto de soluções regionais isoladas. Essa escolha de arquitetura é importante porque a infraestrutura fragmentada cria os mesmos problemas que as organizações estão tentando resolver, como desempenho inconsistente, esforço duplicado e lacunas de conformidade que se multiplicam em diferentes regiões geográficas.

Quatro estratégias essenciais podem ajudar sua organização a atender melhor os usuários globais:

1. Aproveite a infraestrutura global em nuvem

As organizações que otimizaram com sucesso para escala global migraram para redes de distribuição de conteúdo (CDNs) globais e nuvens de conectividade unificadas que reduzem a latência e a complexidade da rede, direcionando dinamicamente o tráfego para o pool de infraestrutura mais responsivo. Essas soluções melhoram a disponibilidade e o desempenho ao mesmo tempo em que possibilitam o roteamento geográfico, que é essencial tanto para a personalização quanto para a conformidade com regulamentações como o RGPD.

O impacto nos negócios é substancial. As organizações que usam uma infraestrutura de nuvem global consideram significativamente mais fácil equilibrar a velocidade de lançamento no mercado com a confiabilidade do sistema — uma capacidade crítica ao atender usuários em vários fusos horários e ambientes regulatórios. A infraestrutura unificada elimina a necessidade de escolher entre agilidade e estabilidade, um problema comum em organizações com implantações regionais fragmentadas.

Além dos ganhos de desempenho, a infraestrutura unificada diminui o custo total de propriedade. A consolidação de ambientes de rede elimina as taxas de saída de nuvem dispendiosas, reduz a sobrecarga de gerenciamento de fornecedores e libera as equipes de TI da manutenção de configurações regionais separadas. Quando a infraestrutura é criada para lidar com a carga distribuída por meio de uma única plataforma, também é possível reduzir os riscos e o tempo de inatividade. Isso ocorre porque falhas regionais não se propagam em interrupções globais, e picos de tráfego de qualquer localidade geográfica podem ser absorvidos sem intervenção manual.

2. Forneça apps na borda

A implantação de aplicativos na borda permite que você forneça conteúdo específico da região, modifique o comportamento do aplicativo e personalize as experiências do usuário por local — tudo sem gerenciar pilhas de infraestrutura separadas para cada região. Ao consolidar a entrega, a segurança e a residência de dados em uma única plataforma de borda programável, você evita a fragmentação, cumpre as leis regionais e atinge às metas de desempenho.

Se a sua organização estiver modernizando aplicativos, o benefício se estende além da eficiência da infraestrutura. A computação de borda permite executar modelos de IA próximos aos usuários, reduzindo a latência de recursos com tecnologia de IA e mantendo a localidade dos dados para conformidade.

A computação de borda também acelera o tempo para agregar valor para novos recursos. Quando a lógica do aplicativo é executada na borda em vez de exigir alterações na infraestrutura de origem centralizada, as equipes de desenvolvimento podem lançar recursos mais rapidamente. Atualizações são implantadas globalmente em questão de segundos, e não em horas. Além disso, como as plataformas de borda abstraem a complexidade regional, as equipes dedicam menos tempo à coordenação da infraestrutura e mais tempo à inovação.

3. Otimize para implantações de várias regiões

As organizações que operam em diversas regiões devem lidar com uma complexa teia de exigências regulatórias, incluindo leis de localização de dados e regulamentos de privacidade. A maneira mais eficaz de gerenciar essa complexidade é por meio de uma única plataforma global que lida com desempenho, segurança e conformidade a partir de um único plano de controle, em vez de exigir que as equipes coordenem implantações regionais fragmentadas.

A vantagem estratégica de uma plataforma global única se estende além da conformidade. Afinal, organizações que gerenciam usando um único painel de controle podem implementar sua infraestrutura global uma vez e, em seguida, personalizar o comportamento do aplicativo por região — tudo isso sem reestruturar a plataforma subjacente ou pré-selecionar onde operar. Essa agilidade transforma a expansão geográfica de um projeto de infraestrutura de vários trimestres em uma alteração de configuração, acelerando drasticamente os lançamentos globais. Quando sua plataforma posiciona automaticamente as cargas de trabalho perto dos usuários em todo o mundo, a entrada em um novo mercado não exige mais o provisionamento de nova infraestrutura, a migração de configurações ou a coordenação de equipes regionais.

4. Crie experiências do usuário culturalmente conscientes

Com as bases técnicas corretas, os desenvolvedores podem criar experiências de usuário localizadas: aplicativos que usam idiomas locais, apresentam imagens culturalmente relevantes, oferecem suporte a preferências de pagamento locais e cumprem os requisitos regulamentares de cada mercado. As plataformas de borda tornam isso possível ao colocar os aplicativos automaticamente perto de usuários em todo o mundo. Isso elimina a necessidade de que as equipes de operações configurem a infraestrutura para cada região de maneira manual. Esse posicionamento automático lida com a complexidade da distribuição geográfica ao mesmo tempo em que permite que as equipes personalizem o comportamento do aplicativo, o conteúdo e as configurações de desempenho por mercado. O resultado: experiências ajustadas regionalmente sem uma infraestrutura fragmentada regionalmente.

A computação de borda possibilita a personalização técnica exigida pela localização. A execução da lógica e da personalização da interface do usuário na borda permite que desenvolvedores e equipes de interface do usuário adaptem conteúdo, formatos e interfaces por região, como formatos de data, moedas e otimizações específicas de dispositivos, enquanto mantêm as experiências consistentemente rápidas. Para ir além da tradução, é preciso adaptar layouts, fluxos de pagamento e escolhas de cores conforme as normas locais.

Quando os aplicativos são percebidos como nativos em cada mercado, o engajamento do usuário e a receita aumentam. Além disso, experiências consistentemente rápidas e culturalmente relevantes geram confiança: usuários que não precisam esperar ou se perguntar se o aplicativo compreende seu contexto têm mais chances de concluir transações, retornar para visitas repetidas e recomendar o serviço. O efeito cumulativo de uma localização bem-feita se reflete nas taxas de conversão, no valor vitalício do cliente e na participação de mercado em regiões competitivas.


Repensando a infraestrutura para uma base global de usuários

A janela para a vantagem competitiva está diminuindo. Embora os pioneiros já tenham otimizado sua infraestrutura para a escala global, a maioria das empresas permanece presa em arquiteturas fragmentadas que aumentam a complexidade operacional a cada novo mercado em que entram.

Se a sua organização ainda não otimizou os aplicativos para usuários globais, existem três motivos para começar agora:

  • Primeiro, as expectativas dos usuários estão mudando mais rápido do que a infraestrutura consegue se adaptar. Os apps que mantiveram os usuários engajados e convertendo no ano passado já não atendem às expectativas.

  • Segundo, os marcos regulatórios estão proliferando. A complexidade da conformidade vai se intensificar, não estabilizar.

  • Terceiro, a concorrência está avançando. As organizações que consolidarem sua infraestrutura global hoje atenderão novos mercados rapidamente, enquanto outras ainda estiverem coordenando implementações regionais.

O caminho a seguir exige que a infraestrutura seja repensada como uma plataforma unificada, que forneça experiências rápidas, compatíveis e localizadas, sem a complexidade de soluções isoladas. A internet foi concebida para ser global. Sua infraestrutura também deve ser.

Se sua organização estiver pronta para fazer essa mudança, a base já existe. A nuvem de conectividade da Cloudflare oferece uma infraestrutura global que direciona automaticamente os usuários para o ponto de presença mais próximo, reduzindo a latência sem a necessidade de configuração manual. Os aplicativos são executados na borda por meio do Cloudflare Workers, aproximando o poder computacional dos usuários e abstraindo a complexidade regional. A conformidade multirregional torna-se gerenciável por meio de um único painel de controle, com ferramentas como o Cloudflare Data Localization Suite, que ajuda a garantir que os dados permaneçam dentro dos limites jurisdicionais. Além disso, como cada serviço da Cloudflare é executado em todos os data centers, as organizações podem fornecer experiências culturalmente relevantes e consistentemente rápidas sem a necessidade de construir pilhas regionais separadas.

Este artigo é parte de uma série sobre as tendências e os assuntos mais recentes que influenciam os tomadores de decisões de tecnologia hoje em dia.


Saiba mais sobre esse assunto

Saiba como abordar os principais fatores que causam problemas de desempenho e disponibilidade de apps no white paper Otimize o desempenho e a confiabilidade da web com as práticas recomendadas de balanceamento de carga (em inglês).



Principais conclusões

Após ler este artigo, você entenderá:

  • Os desafios de disponibilizar apps em diferentes países

  • Por que desempenho, conformidade e localização são essenciais para o sucesso

  • 4 práticas recomendadas para atender aos públicos globais de apps


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